Dom Luiz Antônio ordena quatro Diáconos em Tupã

julho 7, 2015 No Comments

Dom Luiz Antônio Cipolini, bispo da Diocese de Marília, ordenou quatro diáconos no dia 04 de julho na cidade de Tupã. Adeflor Xavier Pereira Junior, André Luiz Martins dos Santos, Murilo Aparecido Dias e Willians Roque de Brito receberam o primeiro grau da ordem das mãos de Dom Luiz e escolheram, juntos, como lema de seus respectivos ministérios “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68). Diversos paroquianos de Vera Cruz participaram da celebração e saudaram o diácono André Martins, muito presente em Vera Cruz nas solenidades e formações. A celebração emocionou a todos os presentes. Em sua homilia, Dom Luiz Antônio destacou a missão diaconal como fruto da humildade e oração: “A humildade é a disposição para receber gratuitamente o dom da oração”. É na escuta humilde e obediente à Palavra de Deus que se funda a nossa oração. Temos consciência dessa verdade? Procuramos Jesus e acorremos a ele? (…) “Orai sem cessar” (1Ts 5,17). Não nos foi prescrito que trabalhemos, vigiemos e jejuemos constantemente, enquanto para nós, é lei rezar sem cessar. E esse ardor incansável só pode provir do amor. A perseverança na oração nos faz amar como Jesus amou; amar puramente, olhar, aceitar, doar-se, alegrar-nos com o que não podemos possuir, com o que nos faz infinitamente pobres (…) Caros filhos Lico, André, Murilo e Willians, cada contribuição, cada ato de serviço, muda algo, e muda-o para melhor. Como pode a dedicação generosa de seu tempo, de sua energia, de seus talentos, de seus recursos não mudar as vidas daqueles pelos quais vocês se oferecem? Por isso não descuidem do dom da vocação que vos foi dado, mas, pelo contrário, cuidem dele sobretudo através da perseverança na oração. Que resplandeçam em vocês as virtudes evangélicas: o amor sincero para com todos, sem fingimento, especialmente pelos que estarão unidos a vocês pelos laços da ordenação e da missão; a solicitude para com os enfermos e os pobres, sem distinção de pessoas; a autoridade discreta; a simplicidade de coração e uma vida segundo o Espírito de Deus”.

Confira a entrevista realizada pela Pascom Diocesana com o Dom Luiz Antônio e o Diácono André Martins:

Confira a biografia dos mais novos diáconos de nossa diocese:
deflor

lico2Mais conhecido como Lico, Adeflor tem 33 anos de idade e nasceu em 3 de maio de 1982, em Panorama. Ele é filho de Adeflor Xavier Pereira e Mercedes de Souza Pereira e tem um irmão e uma irmã. Adeflor foi batizado com dois meses de idade, recebeu a Primeira Eucaristia em 1994 e foi crismado em 1997.

Seu ingresso no Seminário Diocesano São Pio X foi em 2007 e durante seu período de estudos, passou por Garça, Marília e Rinópolis.

“Minha vocação foi despertada no meio do ano de 2005, já no final da minha faculdade de Administração de Empresas. Naquela época, comecei a refletir a importância dos sacramentos, que até então tinha vivido, e como aqueles padres eram importantes na minha vida. Foi nesse momento que passei a prestar mais atenção ao ministério dos padres que residiam na minha paróquia de origem na época: padres Luciano Pontes e Luiz Eduardo Cardoso de Sá. Pude perceber o quanto os dois eram realizados na vocação que tinham escolhido, com Deus, para si. Em 2006, procurei o meu pároco, Pe. Luciano Pontes, que me acompanhou até o ingresso no seminário”, relatou.

André

andre2Nascido em 11 de outubro de 1988, em Pompéia, André Luiz Martins dos Santos é filho de Osmar dos Santos e Rosângela Aparecida Martins dos Santos. Com três anos de idade, seus pais mudaram para Quintana e André foi batizado em 1995. Além dele, o casal teve mais duas filhas.

“Fui batizado aos 7 anos e, desde então, não abandonei mais a vida da Igreja. Senti o chamado de Deus muito cedo. O padre que me auxiliou foi Manoel Leandro Pereira, que me incentivou. Depois da minha crisma, no ano de 2001, abracei mais serviços na comunidade. Aos 16 anos, fiz os encontros vocacionais da diocese. Terminei o colegial e já fui para o seminário propedêutico, em 2006. No ano de 2007, fiz uma experiência fora do seminário, e em 2008 voltei direto para o seminário de filosofia. Senti a mão de Deus me guiando durante todo esse tempo de formação, e Seu chamado ficou mais forte a cada dia. Chego até esse momento rendendo graças a Deus por ter me chamado e por confirmá-lo, sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida”, disse.

Em seu estágio pastoral, André, que atualmente tem 27 anos de idade, passou por Marília, Inúbia Paulista e Pracinha, Flórida Paulista, Tupã e Arco-Íris, e Monte Castelo.

Murilo

murilo2Murilo Aparecido Dias nasceu em Pracinha, no dia 12 de outubro de 1989 e é filho de Valdir Dias e Genilda Mendes Dias, que também tiveram uma filha.
Batizado em 1991, Murilo, de 25 anos, se diz imensamente grato a Deus por ter lhe chamado a essa vocação. “Estendo meu agradecimento à Igreja. Ao longo desses anos, recebi uma formação de qualidade e tive pessoas capacitadas para o meu acompanhamento. Portanto, tudo recebi da Igreja e vou entregar toda a minha vida em favor do serviço a Deus e todo o povo santo. A família que Deus me concedeu é parte fundamental para minha vida, pois com eles passei por esses anos, partilhando alegrias e tristezas. Mas em nenhum momento eles me abandonaram. Por isso, o lema em comum de nós quatro para ordenação diaconal retrata o quanto almejo cumprir a palavra de Deus em minha vida. Mediante esta pergunta: ‘A quem iremos, Senhor?’ Quero exclamar com todo meu coração: ‘Só tu, Senhor, tens palavra de vida eterna, agora e para todo sempre e nada nesse mundo é tão precioso quanto o Teu amor’”, afirmou.

Durante sua formação, Murilo passou por paróquias de Marília, Álvaro de Carvalho, Garça, Pacaembu, e Tupã.

Willians

willianEm Osvaldo Cruz, no dia 23 de maio de 1988, nasceu Willians Roque de Brito. Tendo como pai Aparecido de Brito e mãe Elizabete Galdino Roque, ele tem mais duas irmãs e foi batizado em Inúbia Paulista com quatro meses de vida.

E foi na Paróquia Imaculado Coração de Maria que Willians desempenhou diversas atividades pastorais. “Durante toda a minha infância, minha mãe sempre me ensinou a rezar. Ainda me recordo quando, com medo de dormir, ela me ensinou pela primeira vez a fazer o sinal da cruz. Dos presentes que herdei de minha família, após o dom da vida, sem dúvida alguma está a transmissão da fé católica que, no princípio, era muito apegada às devoções mais populares. Daí surgiu minha admiração e respeito pela fé simples que o povo tem”, contou.

Sua vocação à vida religiosa se tornou mais perceptível já na juventude. Com 16 anos, Willians começou a se questionar sobre a vocação sacerdotal. “Entrei no seminário para descobrir e aprofundar a minha vocação. Com o passar dos anos, fui sentindo cada dia mais forte o desejo de consagrar toda a minha vida a Deus, não obstante todas as fraquezas e limitações. Sinto-me cada dia mais identificado a esse chamado que, diante de minha ordenação diaconal, está na iminência transformação de seu sentido. O que até agora era discernimento e preparação passará a ser entrega e compromisso. Desse modo, encontro-me feliz e confiante na misericórdia e no auxílio de Deus, que não chama aqueles que estão preparados, mas capacita aqueles que chamou. Uma das dimensões do ministério diaconal é o anúncio da palavra e o que espero de tudo, é que Deus me capacite para que o Evangelho seja gritado com força pela minha própria vida”, afirmou Willians, que está com 27 anos de idade. O futuro diácono realizou estágio pastoral nas cidades de Marília, Tupã, Arco Íris e Parapuã.

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